Quando plantamos uma árvore, o que exatamente estamos “plantando”?
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O dia 12 de março é celebrado como o Dia da Árvore na China. Em todo o mundo, dezenas de países como Reino Unido, França, Estados Unidos, Índia, México e Turquia, também dedicam datas semelhantes à arborização, seja na forma de Dia da Árvore, Semana da Árvore ou iniciativas equivalentes. Símbolo da proteção ecológica e da melhoria do meio ambiente, a data suscita uma reflexão: por que “plantar árvores”, e não “plantar flores” ou “plantar grama”? Afinal, quando plantamos uma árvore, o que realmente estamos cultivando? Recentemente, o WE-TALK entrevistou Wu Jingming, professor da Faculdade de Letras da Universidade Normal do Nordeste da China, que, a partir de uma perspectiva comparativa entre as civilizações oriental e ocidental, interpretou a tradição cultural e o significado espiritual por trás do ato de plantar árvores.

Wu Jingming considera que plantar árvores não é apenas uma prática ecológica, mas também uma ação simbólica profundamente enraizada na civilização humana, capaz de despertar uma memória coletiva que atravessa gerações.

Do ponto de vista da história da evolução humana, existe uma relação longa e estreita entre os seres humanos e o ambiente florestal. Muitos estudos sustentam que os ancestrais humanos viveram por um período bastante longo em ecossistemas florestais, dependendo das árvores para obter alimento e abrigo. Com as mudanças climáticas e a transformação do ambiente ecológico, parte da humanidade passou gradualmente a ocupar áreas abertas, desenvolvendo nesse processo novas formas de sobrevivência e de estruturas sociais.

Wu Jingming afirma que, durante a maior parte da história humana, a madeira sempre foi um dos recursos mais importantes. De “construir ninhos em árvores” e “escavar troncos para fazer canoas” até a arquitetura em madeira, carros de tração animal e utensílios, por muito tempo a alimentação, o vestuário, a moradia e o transporte das sociedades humanas dependeram de materiais fornecidos pelas árvores.

Wu Jingming afirma que, nos últimos anos, a China promulgou o documento “Regulamento Chinês de Proteção de Árvores Antigas e Árvores Notáveis”, normatizando, em nível institucional estatal, aspectos como levantamento e divulgação de recursos, manutenção e gestão cotidianas, uso racional e transmissão cultural dessas árvores. No Ocidente, a proteção costuma ser implementada por meio de organizações não governamentais, projetos de ciência cidadã e restrições legais, como a “Ordem de Proteção de Árvores” no Reino Unido.

Wu Jingming considera que proteger árvores antigas é tanto um ato ecológico quanto um cultural, porque essas árvores, que sobreviveram por centenas ou milhares de anos, são não apenas importantes recursos biológicos, cujas características genéticas têm valor singular para a proteção ecológica e a pesquisa científica, mas também “relíquias vivas” que testemunham as transformações urbanas e rurais, carregando a história local e a memória coletiva.

Hoje, quando os problemas ambientais se tornam cada vez mais graves, diante de grandes temas como a mudança climática, o indivíduo muitas vezes se sente impotente; plantar árvores, porém, é uma ação concreta e perceptível que oferece um “mecanismo de compensação psicológica”, ajudando a diminuir essa sensação de impotência. Nesse momento, o que se planta já não é apenas uma muda, mas também a expectativa em relação ao futuro, a responsabilidade para com a natureza e o desejo de reconstruir os laços entre o ser humano e o mundo natural.

Wu Jingming afirma que proteger árvores antigas e plantar árvores com as próprias mãos são, na verdade, duas faces da mesma moeda: a primeira é receber das mãos dos antepassados um legado verde; a segunda é deixar para as gerações futuras um presente verde. Ambas dizem respeito à ecologia, mas também à civilização. Embora o pano de fundo cultural do ato de plantar árvores no Oriente e no Ocidente seja diferente, toda a humanidade vive sob o mesmo céu e caminha de “tradições próprias” para um “destino em comum”.

责任编辑:辰子
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