Como o ideograma chinês “fu” se tornou um símbolo auspicioso mundial?
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O “Fu” (福) pode ser considerado um dos ideogramas mais antigos, mais auspiciosos e mais populares da China, fazendo parte do gene cultural da nação chinesa. A cada Ano-Novo Chinês, milhares de famílias chinesas afixam o ideograma “fu” em suas casas para receber e acolher a boa fortuna. Como um dos fenômenos culturais mais antigos e mais ricos em significado da civilização chinesa, a cultura do “fu” difundiu-se amplamente no exterior e se tornou um vínculo afetivo entre a China e outros países. Recentemente, Li Shujie, presidente da Sociedade Xufu da China e secretário-geral do Comitê de Cultura Fu, analisou temas como o real significado do ideograma e como passar a cultura de “por toda a China” para “por todo o mundo”, compartilhando beleza.

Li Shujie afirmou que a origem da cultura do “fu” talvez remonte à cultura xamânica "Wu" de tribos mais primitivas, cujo núcleo de “comunicar-se com deuses e espíritos, rezar por bênçãos e afastar desastres” constituiu seu ponto de partida. Nas dinastias Shang e Zhou, a crença original e o sistema ritual ligados a sacrifícios e preces por bênçãos amadureceram gradualmente, e as inscrições em ossos oraculares e bronze tornaram-se provas textuais diretas.

O ideograma “fu” nos ossos oraculares tem uma forma gráfica semelhante à de duas mãos erguendo uma taça de vinho em oferenda diante do altar. Seu sentido original era o de pedir aos deuses e antepassados proteção e bênçãos por meio de rituais sacrificiais.

Nas inscrições em bronze dos períodos Shang e Zhou, o ideograma “fu” apresenta ligeiras mudanças gráficas e aparece na sua maioria em utensílios rituais de sacrifício, registrando os desejos da classe aristocrática por longa prosperidade e longevidade para o clã e por estabilidade e harmonia para o Estado, estabelecendo o tom central da cultura do “fu”: rezar por bênçãos e afastar calamidades, buscar o auspicioso e evitar o infortúnio.

Li Shujie considera que a cultura do “fu” contém aspirações emocionais universais, inatas ao ser humano e compartilhadas independentemente de raça ou região.

Em primeiro lugar, há o anseio instintivo por segurança, paz e saúde. Isso deriva do apreço humano pela própria sobrevivência. Seja nos rituais tradicionais orientais de afixar o caractere “fu” e pendurar sachês perfumados, seja em diferentes formas de orações por proteção ao redor do mundo, “afastar desastres e preservar a qualidade de vida” é a expectativa mínima comum de toda a humanidade.

Em segundo lugar, há a profunda valorização dos vínculos afetivos. O conteúdo da cultura do “fu” relacionado a “descendência contínua e prosperidade familiar” não representa uma simples obsessão por laços de sangue, mas está enraizado na necessidade humana universal de pertencimento emocional, algo claramente presente em diversas culturas.

Em terceiro lugar, há o anseio supremo por uma ordem harmoniosa. A cultura do “fu” nunca se limitou à felicidade individual; seguindo a ideia de correspondência entre família e Estado, ela busca a grande visão de “país próspero, povo em paz e harmonia sob o céu”, algo que coincide amplamente com o ideal comum da humanidade de viver em paz, estabilidade e ordem.

Além disso, a orientação de valores presente na cultura do “fu”, segundo a qual “praticar o bem traz prosperidade”, coincide com a noção ética, presente nas grandes civilizações do mundo, de que “a virtude é bem-estar”, reforçando seu caráter intercultural comum.

Li Shujie disse que a cultura do “fu” respeita as interpretações diversas que cada país dá à “felicidade”: no Leste Asiático, ela se integra aos costumes locais e forma práticas comuns; na Europa e nos Estados Unidos, desperta ressonância por meio de sentimentos compartilhados, como a reunião familiar; na América Latina, transmite a ideia de “harmonia comunitária” ao se combinar com celebrações coletivas. Dessa forma, torna-se um vínculo afetivo para o intercâmbio entre civilizações e evidencia o espírito inclusivo de que “a felicidade não tem fronteiras”.

É preciso desprender-se dos símbolos superficiais da cultura e concentrar-se nos valores comuns de “segurança e saúde, harmonia familiar, convivência comunitária harmoniosa e paz sob o céu”, para que pessoas de diferentes contextos culturais possam compreender a essência do “fu”, que se resume em aspiração comum por uma vida melhor. A cultura do “fu” injetará uma força cultural calorosa e duradoura na construção de uma comunidade de destino compartilhado para a humanidade.

责任编辑:辰子
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