Entre os 12 signos do horóscopo, por que só “a chegada do cavalo” simboliza sucesso?
发布时间: 1771574497027 来源:CNS 评论:0 发布时间: 1771574497027

Com a mudança do calendário, o assunto desse ano novo é o Cavalo. Nos cumprimentos e conversas estão presentes expressões idiomáticas com o caractere “cavalo”, que incluem o totem espiritual dos chineses, que ao longo do tempo, surgem sem parar no sistema linguístico chinês. Da expectativa de “vitória chegando a cavalo” (马到成功) à coragem de “tomar a frente a galope” (一马当先); da tenacidade de “não frear os cavalos” (马不停蹄) à sabedoria de “o velho cavalo conhece o caminho” (老马识途); da confiança de “depois de iniciado, nem quatro cavalos alcançam” (驷马难追) à grandiosidade de “dez mil cavalos em avançada” (万马奔腾), e assim por diante. Como um dos 12 signos do horóscopo chinês e o primeiro dos “seis animais domésticos” da China antiga (六畜), que significados singulares o cavalo carrega? Por que ele se vinculou tão profundamente a imagens de sucesso e progresso? Sobre essas questões, a pesquisadora Zheng Yan, do Instituto de Pesquisa Cultural da Academia de Ciências Sociais de Shandong, concedeu uma entrevista exclusiva.

Zheng Yan afirma que, como um dos 12 signos do horóscopo chinês, o cavalo tem um sentido muito além do escopo de um animal comum, tornando-se um símbolo cultural composto, que integra história, filosofia e espírito.

No plano do espírito cultural, o cavalo recebeu múltiplos significados simbólicos. Os antigos frequentemente associavam o cavalo veloz ao “dragão”, criando a imagem sagrada do Longma (dragão-cavalo). No livro “Clássico dos Ritos - capítulo Liyun”, a passagem “o Rio Amarelo traz consigo o diagrama do cavalo” mostra o Longma como a essência espiritual do Rio Amarelo e a encarnação de bons presságios. Ao mesmo tempo, o cavalo foi incorporado à estrutura do pensamento filosófico tradicional: no “I Ching”, “Qian (o primeiro dos oito trigramas) é o cavalo”, conectando diretamente o cavalo ao supremo yang e à suprema firmeza: “céu” e “vigor”, fazendo dele uma imagem viva do trecho “enquanto os céus estão em constante movimento, um homem de virtude se aperfeiçoa sem descanso”. Assim, a figura do cavalo carrega a valorização chinesa por qualidades como força, velocidade e espiritualidade.

Zheng Yan considera que esse sistema simbólico se ajusta profundamente às características espirituais da nação chinesa: primeiro, a força, a velocidade e o espírito de auto-aperfeiçoamento incessante representados pelo cavalo ecoam a personalidade coletiva que, ao longo de uma história extensa, supera desafios com resiliência, firmeza e esforço contínuo; segundo, as metáforas que ligam o cavalo a talentos e pessoas virtuosas, como as expressões “avaliar cavalos como Bole” (伯乐相马) e “comprar ossos de cavalo nobre com ouro” (千金买骨). Essas expressões demonstram a ética política e o ideal social chinês de valorizar os virtuosos e dar importância ao talento; terceiro, o papel do cavalo no comércio, no transporte e na circulação também ressoa com o traço cultural de valorizar o intercâmbio e ousar explorar.

Zheng Yan diz que a linguagem é o “fóssil vivo” da cultura. A grande quantidade de termos auspiciosos do chinês que usam o cavalo para aludir a sucesso e progresso tem raízes que podem ser explicadas a partir da prática histórica, da projeção espiritual e do depósito de valores.

Do ponto de vista da prática histórica, o papel decisivo do cavalo em assuntos principais na antiguidade fez dele um sinônimo de “eficiência” e “vitória”. No campo militar, a expressão “na guerra, a rapidez é crucial” (兵贵神速), expressa que o avanço de cavalaria muitas vezes determinava o rumo da batalha; daí a expressão “vitória chegando a cavalo” (马到成功). Na carreira dos exames imperiais e na ascensão oficial, quando o letrado se via “orgulho na brisa da primavera” (春风得意), imaginava-se galopando a cavalo pelas vias de Chang’an, usando o ímpeto da cavalgada como metáfora de uma rápida melhoria de vida; nas tarefas do cotidiano, “açoitar o cavalo para acelerar” (快马加鞭) expressa a urgência de buscar eficiência e prazos.

Zheng Yan afirma que essa vinculação nasce, antes de tudo, das associações positivas que o cavalo traz na competição social real; em um nível mais profundo, reflete a mentalidade progressista dos antigos (especialmente no campo dos letrados), que fundiam a realização do valor individual com a imagem do cavalo.

Por um lado, como existência que pode ser conduzida e que pode correr rapidamente rumo ao objetivo, o cavalo tornou-se o veículo simbólico perfeito do ideal de vida dos letrados: “cultivar a si mesmo, organizar a família, governar o Estado e pacificar o mundo”. Seja a ambição tardia do general Cao Cao, em “o velho corcel, embora no estábulo, ainda deseja galopar mil milhas” (老骥伏枥), seja a autoimagem do talentoso Li He, em “este cavalo não é confinado mais a um pasto ou campo de batalha” (此马非凡马), ambos tomam o cavalo como símbolo para representar a humanidade.

Por outro lado, a narrativa clássica de “Bole e o cavalo de mil milhas” insere, na metáfora de avaliar e conduzir cavalos, a expectativa de que o talento encontre oportunidades e de que os virtuosos sejam reconhecidos. A profunda associação do cavalo a imagens como “sucesso” e “progresso” expressa, tanto na aspiração coletiva quanto na literatura, um ideal de vida: o de que quem possui talento possa encontrar a ocasião propícia e exercer plenamente suas capacidades.

Essa projeção espiritual e esse depósito de valores também são continuamente confirmados e reforçados por meio do “cavalo” como símbolo cultural.

责任编辑:辰子
网友评论

10 条评论

所有评论
显示更多评论